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O que rola nas casas de Swing


Boates em que rola sexo coletivo e troca de casais foram rebatizadas como "baladas liberais". E agora recebem também gente que só dança e dá uma espiadinha. Resultado: estão virando redutos jovens
Eles são jovens, bonitos e apaixonados. A estudante de nutrição Renata Pereira, 21 anos, e o promotor de eventos Davis Luiz, 30, namoram há dois anos e há seis meses dividem o mesmo teto. São como qualquer outro casal: saem com amigos, às vezes brigam e conversam até se entenderem. Mas têm um hobby que muita gente acha esquisito: frequentar casas de swing. Davis está convencido de que o troca-troca de casais ajuda a evitar a infidelidade. “A maioria dos homens trai por necessidade de transar com outras”, diz ele. “Isso não acontece comigo porque tudo o que eu quero fazer, faço, e na companhia da Renata.” A namorada concorda: “Experimentamos o sexo com outras pessoas juntos, então não é traição. Por outro lado, o swing só ajuda nossa vida sexual a melhorar”.

Davis e Renata representam um novo público das casas de swing: o de casais com menos de 30 anos. Um estudo realizado ao longo de 2007 pelo Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro comprovou que 36% dos clientes dessas casas animadíssimas enquadram-se nessa faixa etária.

Dono da boate erótica 2 a 2, do Rio de Janeiro, o empresário Marcos Entrenós (sim, esse é o nome artístico dele) confirma: “Até 2000, dificilmente se via jovens dessa idade por aqui”. E por que as coisas mudaram? Em parte, porque esses endereços trocaram de nome e de proposta. Hoje, são conhecidos como “baladas liberais” e incentivam a visita de gente que não topa sexo com estranhos. Como funcionam também como boates normais, eles agora recebem quem só quer dançar – e, de quebra, matar a curiosidade de ver como a coisa toda funciona.

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